O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) usou suas redes sociais para fazer duras críticas à forma como o Orçamento Público vem sendo conduzido no país.
Segundo o parlamentar, a corrupção não está ligada a uma sigla específica e o controle de recursos por parte de deputados e senadores configura um problema estrutural, capaz de causar mais danos à economia nacional do que as próprias decisões do Poder Executivo.
“Mais grave do que mensalão e petrolão juntos”
Otoni sustenta que o uso irregular de emendas parlamentares, exposto por recentes ações da Polícia Federal, configura um dos capítulos mais constrangedores da história republicana do país.
Segundo o deputado, o chamado Orçamento Secreto e as emendas de relator representaram o maior equívoco da gestão Bolsonaro, ao transferirem para o Congresso o controle de verbas que deveriam estar sob responsabilidade dos ministérios e destinadas a projetos estruturais.
Ele afirma não ter compromissos ocultos e confronta o que chama de um grupo que teria transformado princípios em moeda de troca. Para Otoni, há pastas que perderam mais de 80% de seus recursos para o Legislativo, travando investimentos e comprometendo o desenvolvimento econômico. Em tom duro, conclui que o risco de colapso do país não vem do Executivo, mas do próprio Congresso Nacional.
Pedido direto à Polícia Federal
Otoni de Paula defende a distinção entre legisladores comprometidos e aqueles que, segundo ele, usam o mandato para práticas ilícitas. O parlamentar declara respaldo integral às apurações da Polícia Federal e afirma que a ética na vida pública exige transparência e responsabilização clara.
Ele ressalta que as emendas impositivas têm respaldo legal, mas alerta que a concentração excessiva de verbas nas mãos de congressistas criou um ambiente propício a desvios em escala superior à de escândalos anteriores.








